Google Chrome

Conforme anunciado no dia 01/09/2008, no blog oficial do Google, será lançado um novo navegar, ou browser (programa para navegar na Internet, como o Internet Explorer, Firefox ou Safari) denominado Google Chrome que promete revolucionar não só a experiência do usuário com a Internet, mas também a maneira da qual esse tipo de programa é feito.

Mudança da Internet

Atualmente não carregamos apenas páginas pela Internet, mas aplicações como o gmail, google docs e muitos outros sítios que utilizam as mais novas tecnologias e ficam cada vez mais pesados e lentos. O projeto do Google Chrome levou em consideração este fato.

Diferenças

Este novo navegador propõe ser:

  1. Mais estável: não queremos correr o risco de, por exemplo, estar escrevendo um e-mail e, de repente, o navegador quebrar e perdermos o que digitamos.

  2. Mais rápido: iniciar e carregar páginas mais rapidamente. Para aplicações, javascript (linguagem cada vez mais utilizada para interagir com o usuário sem recarregar a página) será muito mais rápido.

  3. Mais seguro: mudanças na arquitetura deixam programas mal-intencionados em desvantagem.

  4. Limpo, simples e eficiente: ter o equilíbrio entre exagero e falta de atrativos.

  5. De código aberto (open source): para permitir que outros adotem essas idéias assim como o Google aproveitou as boas idéias de outros projetos (como Firefox e WebKit).

Como Foi Feito

Mudanças importantes foram feitas no programa para atender os atrativos desejados. Vejamos as mais importantes.

Diferentes Processos

Atualmente, todas as páginas visitadas fazem parte de um processo (instância de um aplicativo) apenas. Conseqüentemente, se há um problema em uma das páginas, todas as outras serão afetadas, fazendo com que o navegador todo seja fechado.

No Google Chrome, cada aba pertence a um processo diferente. Através do gerenciador de tarefas, você poderá visualizar qual página (processo) está ocupando mais memória, mais CPU e, se quiser, poderá fechá-la para melhorar o desempenho do seu computador. Se uma página quebrar, apenas o processo dela morre, e as outras continuam abertas e funcionando normalmente.

A curto prazo, muitos processos aumentam o gasto de memória. Porém, ao longo do uso, a memória utilizada passa a ser menor, pois diminui a sua fragmentação. Como resultado, seu navegador não estará ocupando tanta memória no final do dia ou até mesmo na hora do almoço, tornando desnecessário fechar e abrir o navegador para liberar memória.

Testes

São feitos testes semanais no navegador. Para isso, o Google usa sua infraestrutura que permite testar dezenas de milhares de páginas diferentes em apenas 20 a 30 minutos. Também são feitos outros testes, como o teste de apenas pedaços do código, simulações de ações do usuário (cliques em voltar/avançar, ir a uma página) e também enviar dados aleatórios ao navegador.

Com isso, a probabilidade de falha nas mãos do usuário final é menor e os desenvolvedores podem mudar rapidamente um código recente e iniciar uma nova abordagem ao problema caso ocorra a reprovação em algum(ns) teste(s).

Claro que nem todos os testes são possíveis, como por exemplo sites que exigem senha para entrar. Por isso ainda é preciso aperfeiçoar os testes.

Renderização

Foi utilizado o projeto de código aberto WebKit por ser surpreendentemente rápido, usar memória de maneira mais eficiente e por ser simples. É a sua rapidez que faz a fama do browser Safari em Mac's.

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